sábado, 18 de setembro de 2010

Kaza Vazia XI

11ª edição da galeria de arte itinerante
nos arredores do Sesc Paladium, a nova casa de cultura de Belo Horizonte.


Em 2011, a Kaza Vazia foi convidada para atuar na semana de abertura do SESC Paladium, nova casa de cultura da cidade de Belo Horizonte. O grupo não se dispôs a fazer uma exposição de um dia - como sugerido pela instituição -, já que seu projetos são pautados no conceito de arte como experiência de um grupo em dado local. Dessa forma, a Kaza tentou articular com o SESC uma residência artística de uma semana. Deparando com entraves burocráticos, os artistas se viram impedidos de realizar a residência no interior do edifício, assim como abaixo da sua marquise. Foram direcionados, portanto, para as ruas do entorno. Surgem então os trabalhos da Kaza 11, como o Kafé (café da manhã no canteiro central da av. Augusto de Lima), o Anekso I SESC Paladium (um barraco itinerante de papelão, madeira e lona) e a Performance de redes (a pernoite de cinco pessoas em uma instalação de cinco redes no canteiro central da av. Augusto de Lima), para não falar dos projetos individuais de cada artista.

From day 25 to day 31 July, Kaza Vazia performs a 'non-residence' at the surroundings of the SESC Paladium's bulding. Unable to make a artistic-residence inside the building, as well as its marquee, the artists worked on the streets surrounding the institution. With a program of four collective projects, the group took advantage of the relationship established with the SESC to outline a critique that tried to discuss ways to occupy the city.


Confira o nosso blog: kazavazia11.blogspot.com

Confira o site do Sesc: http://www.sescmg.com.br/cmi/
pagina.aspx?1323,1,1372

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Kaza Vazia – ocupações efêmeras em espaços em desconstrução

O coletivo Kaza Vazia - Galeria de Arte Itinerante vem atuando em Belo Horizonte desde dezembro de 2005. Apesar de possuir um núcleo de artistas fixos é um grupo aberto, no qual parte de seus integrantes são eventuais. O coletivo trabalha com um sistema de ocupações efêmeras, fundado em uma estrutura flexível e em constante movimento.

Para ocupar a cidade, o grupo vale de uma gestão horizontalizada, diluída entre os diferentes membros. Unidos, os indivíduos engendram um sistema de colaboração e trocas de sabedorias.

Cada membro pensa de uma maneira e possui seu "ideal de Kaza Vazia". Assim como nas ruas, dentro do coletivo converge um dissenso de idéias e opiniões. Ele é uma utopia: cada integrante deseja algo, o que provoca a divergência interna. Poderiam se desmembrar, mas o que talvez os una seja exatamente o desejo de cada um defender seu ponto de vista.

A Kaza Vazia iniciou sua trajetória detectando, documentando e arquivando espaços desocupados, e/ou vazios de Belo Horizonte. Seus primeiros integrantes passaram a fazer seus percursos mapeando a cidade em busca de imóveis privados e ociosos que poderiam ser transformados em espaço para a experimentação e a reflexão em arte, temporariamente. Desta maneira, o privado ocioso é ocupado e, logo, é incorporado ao público. Qualquer espaço privado é então potencialmente público, passível de ter seu esvaziamento pensado e de vir a ser ocupado pelos artistas andarilhos 'desocupados'.

Cada artista é seu próprio curador e decide, junto do coletivo, o que é ou não, em sua produção, digno de ser exposto e como ser exposto. Os 'kazeiros', como se chamam, fundam uma ocupação pensando a arquitetura e o espaço público como espaço de interação e convivência.

O "boato Kaza Vazia" se espalhou pela cidade entre os artistas de rua, grafiteiros e 'stikers'(coladores de adesivos), assim como os artistas vindos da Universidade. Na primeira ocupação da Kaza, foi possível encontrar em um mesmo espaço intervenções próprias das ruas se articulando com intervenções 'galerísticas'.

Em cada ocupação da Kaza há uma estratégia diferente de ocupação. 'Cada Kaza, é um caso'. A partir da escolha do local, os interessados se encontram periodicamente em discussões e análise do espaço. Definem-se aí estratégias que brotam das qualidades do lugar e o seu entorno urbano, fundando um processo de reconfiguração de um ambiente cujas propriedades já se encontram em trânsito constante. Sejam casarões abandonados, sejam vias públicas, os ambientes não existem totalmente vazios ou isentos de transformação, seja pela ação do próprio homem, ou pelas intempéries do tempo.

A Kaza Vazia é ao mesmo tempo um dispositivo de experiências de situações arquitetônicas, artísticas, sensoriais, políticas, sociais: um laboratório em movimento. Em suas ocupações, muitas vezes as obras se diluem na arquitetura e desaparecem: se torna difícil enxergá-las, ou diferenciá-las no espaço. O que é a 'obra'?

A Kaza Vazia - Galeria de Arte Itinerante carrega em sua essência o cumprimento à divergência implícito na coletividade. Se configura como uma modalidade de ação que amplifica o potencial artístico do trabalho de cada indivíduo, colocando-o sempre sob novas bases e novas possibilidades de desdobramento.

Sempre balizadas pela vivência de seus indivíduos com os problemas, soluções e as questões poéticas levantados, as ocupações da Kaza são uma forma de urbanismo, uma prática da cidade: dentro de casa.


Kaza Vazia X


Ocupação-comunidade Dandara
Edição comemorativa de 10 edições
agosto de 2010 a .....

kazavaziaX.blogspot.com


Sobre o Dandara:
http://ocupacaodandara.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Kaza 613

nona edição da galeria de arte itinerante
Projeto Pedregulho
rio de janeiro, rj
www.kazavazia613.blogspot.com
<in progress>

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Horário Komercial

Horário Komercial Kaza Vazia
plataforma de ações e inkubadora de projetos de arte experimental
uma sede da Kaza no Mercado Novo de BH? (eu, hein...)
3º andar, sala que tem um sapinho do bombi na porta

Kaza 8 - mangabeiras/comiteco



terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Kaza 7 - Parque Municipal<>Mercado Novo

A convite do Grupo Oficcina Multimédia, a Kaza Vazia integrou a programação do 2º Verão Arte Contemporânea (VAC 2008). Aproveitando a experiência em Ouro Preto, o coletivo propôs uma ocupação do Mercado Novo e no Parque Municipal Américo René Gianetti, no centro da cidade.
Em vez de uma arquitetura tomada por ações e intervenções, como presenciamos em edições passadas, os trabalhos se diluíam na grandeza obscura do Mercado e na vastidão colorida do Parque Municipal. "Porosidade" ao ambiente foi a palavra apreendida na MezaVazia com Marcelino Peixoto. Como encontrar trabalhos artísticos nesses lugares imensos?




Kaza 6 - Ouro Preto

A convite da FAOP - Fundação de Arte de Ouro Preto, a Kaza Vazia participou do Seminário Arte Hoje no mês de janeiro de 2008.
Nesta Kaza, ao contrário das outras, não existiu uma casa que abrigasse as intervenções e ações dos artistas. Após uma semana de residência na cidade, as ações se espalharam pelas ruas, praças e córregos da cidade.

Link:
http://www.ouropreto.com.br/noticias/detalhe.php?idnoticia=373


fotos dos kazeiros com o então prefeito de Ouro Preto e a presidente da FAOP


Imagens de alguns dos trabalhos:::




































RUA LEONÍDIA LEITE, Nº 68, BAIRRO FLORESTA

Kazeiros reunidos para uma possivel ocupação, 02 de maio de 2007

Casa Desocupada - Pouso Alegre 404,Floresta - Belo Horizonte / Brasil